A autópsia divulgada nesta quarta-feira (22) pelo jornal paraguaio ABC Color indica que os dois policiais mortos no ataque ao posto da Polícia Nacional do Paraguai, na Colônia Naranjito, foram executados após serem rendidos pelos criminosos. O ataque ocorreu na noite de terça-feira (21), a cerca de 30 quilômetros de Sete Quedas, e deixou três mortos, além de destruir o prédio da unidade policial.
Conforme o legista Pablo Lemir, o suboficial inspetor Herminio Ojeda González, de 33 anos, morreu com um tiro disparado dentro da boca. O exame encontrou resíduos de pólvora na língua, o que indica que o disparo foi feito com o cano da arma encostado na vítima. Antes disso, o policial havia sido atingido por três tiros nas costas. As lesões provocaram ferimentos no tórax e hemorragia pulmonar, mas, segundo o médico, não causariam morte imediata. A causa da morte foi o disparo na boca.
O outro policial, o suboficial major Atilio Martínez Barrios, de 40 anos, foi atingido primeiro por um tiro na região da axila direita. O projétil rompeu vasos sanguíneos e perfurou o coração. Em seguida, ele levou um tiro na cabeça, efetuado a curta distância.
Além dos dois policiais, o funcionário civil Josemar Escobar Piris, de 37 anos, também morreu. A perícia do corpo dele será realizada nesta quinta-feira (23).
Ainda de acordo com o ABC Color, os dois corpos apresentavam queimaduras de segundo e terceiro graus na parte da frente do corpo. Os uniformes ficaram parcialmente queimados e aderiram à pele. A perícia ainda deve esclarecer se os corpos foram movidos antes de o posto policial ser incendiado. Ao jornal paraguaio, Lemir afirmou que as lesões mostram que os policiais já estavam dominados quando foram mortos.
O ataque ocorreu na noite de terça-feira (21), quando entre 20 e 30 homens armados invadiram o posto policial, abriram fogo e incendiaram o prédio e quatro veículos. Um quarto agente conseguiu escapar ao fingir que estava morto e fugir para uma área de mata. Usando bombas incendiárias caseiras, conhecidas como “coquetel molotov”, os homens incendiaram o posto e os carros estacionados na parte externa. Cartuchos deflagrados de calibres 5,56 e 7,62 foram recolhidos pelos peritos. Testemunhas relataram que o bando usava roupas camufladas, semelhantes a uniforme de forças militares do Paraguai.
