Quarenta e três casais participaram de um casamento comunitário na manhã deste sábado (1º) no Santuário Estadual de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Campo Grande. A cerimônia começou às 10h e reuniu famílias que buscavam oficializar a união religiosa.
Entre os noivos estavam Reginaldo Zatt, de 49 anos, e Cintia Zatt, de 48 anos, que estão juntos há quase dez anos. Reginaldo pediu que Cintia usasse botas na cerimônia. O casal não vive no campo, mas gosta do estilo ligado ao universo agro. As botas da noiva e o chapéu do noivo marcaram a celebração.
“A gente se encontrou pelo destino e foi gostando cada vez mais”, contou Reginaldo. O relacionamento começou há cerca de dez anos e ainda não tinha passado pelo casamento religioso. Cintia disse que o momento completou a história do casal. “Faltava isso. Era para completar, para coroar”, resumiu.
Outro casal que chamou atenção foi Mabel Rodrigues Ribeiro, de 48 anos, e Nilsson Antônio Ribeiro, de 72 anos, que vivem juntos há dois anos. Mabel entrou na igreja segurando uma imagem de Nossa Senhora de Fátima. Ela contou que a devoção foi o que aproximou o casal. “Foi Nossa Senhora que encaminhou”, disse.
Nilsson afirmou que os dois buscavam “uma bênção maior da força divina”. Para ele, a cerimônia trouxe uma nova fase para a família. “Agora é um novo lar, devidamente casados”, definiu. Mabel explicou que a devoção não se limita a um título da santa. “Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora de Guadalupe. Nossa Senhora é uma só”, afirmou.
Antes da cerimônia, os casais participaram de encontros de formação com palestras sobre o sacramento e a vida matrimonial. O casamento comunitário atende pessoas que já vivem juntas, mas ainda não tinham oficializado a união religiosa. Alguns casais tinham poucos anos de convivência, outros esperaram quase uma década para completar a história diante da Igreja.
O Santuário Estadual de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro realiza o casamento comunitário desde 2005. Mais de mil casais já passaram pelo altar durante as edições do evento. A tradição só foi interrompida nos anos da pandemia.
