O aventureiro Celinho, que está em uma expedição de volta ao mundo de moto, passou por um momento de decisão no Canadá. Depois de percorrer milhares de quilômetros por diversos países, a motocicleta apresentou um problema raro no cardã. A sugestão dada por muitas pessoas foi vender a moto, comprar outra na Europa e seguir o trajeto. Celinho, no entanto, recusou a ideia.
“Eu não deixo essa moto para trás”, afirmou. A moto, uma BMW, não é tratada por ele apenas como um veículo. Ela acumula mais de 130 mil quilômetros de histórias, tendo atravessado o Alasca duas vezes, percorrido a América do Sul e rodado por grande parte do Brasil. Para ele, o valor do bem está nas memórias construídas, não no patrimônio.
Quando questionado se ficaria desanimado com o imprevisto, Celinho respondeu: “Só abaixo a cabeça para rezar”. O problema mecânico foi tratado como um detalhe. O plano é seguir para Paris, onde a moto será reparada, e depois continuar a viagem. A postura diante do obstáculo, segundo ele, é o que muda tudo.
Na conversa, ele também comentou que nunca precisou provar nada para ninguém. A disputa sempre foi consigo mesmo, para superar os próprios limites e buscar novos horizontes. Em sua visão, a maior competição é com a versão anterior de si mesmo, não com outras pessoas.
Para Celinho, a lição da viagem não está apenas nas paisagens do Alasca ou nas estradas do Canadá, mas na forma de encarar o que quebra no meio do caminho. Ele lembra que máquinas quebram, planos mudam e imprevistos acontecem, mas o caráter não pode ser substituído como quem troca de veículo.
Antes de encerrar, ele deixou uma mensagem: “No final, tudo vai dar certo. Se ainda não deu certo, é porque o final ainda não chegou”. A próxima etapa da expedição será na Europa. Os bastidores da viagem podem ser acompanhados no Instagram de Celinho e no YouTube, além das plataformas da José Marques Filmes e do Festas e Eventos TV.
