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Copa 2026: 26 memórias inesquecíveis

Memórias da Copa do Mundo de 2026: de Haaland a Merlin, o pato

A Copa do Mundo de 2026 terminou, mas deixou uma série de momentos marcantes que vão além dos resultados em campo. A Noruega viu Erling Haaland se tornar um fenômeno da internet, enquanto a Escócia conquistou Boston com sua torcida vibrante. A Turquia, que era apontada como uma das favoritas, decepcionou e caiu ainda na fase de grupos.

Um dos momentos históricos foi o primeiro gol de Curaçao em Copas do Mundo. Livano Comenencia marcou contra o goleiro Manuel Neuer na derrota por 7 a 1 para a Alemanha. “Eu joguei contra ele no meu PlayStation e agora marquei um gol contra ele”, disse o jogador. Apesar da goleada, aquele gol ficará para sempre na história da menor nação a disputar um Mundial.

A arbitragem também foi assunto. No jogo entre Inglaterra e Noruega, o gol de Jude Bellingham foi marcado mesmo com a suspeita de a bola ter batido em um cabo aéreo no lance. A Fifa negou a interferência, mas o técnico norueguês, Ståle Solbakken, protestou: “Muitos no banco reagiram na hora… a bola caiu na nossa frente”.

O técnico do Canadá, Jesse Marsch, gerou polêmica após ser eliminado pelo Marrocos. Mesmo com a derrota por 3 a 0, ele afirmou: “Prefiro ser nós do que eles”. A resposta veio do técnico marroquino, Mohamed Ouahbi: “É preciso ter coragem para dizer isso depois de perder por 3 a 0”.

A corrida pela Chuteira de Ouro foi emocionante. Kylian Mbappé e Lionel Messi igualaram a marca de oito gols de Ronaldo em uma única edição, mas foi o francês quem levou o prêmio, após marcar duas vezes contra a Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar.

Os torcedores escoceses roubaram a cena em Boston, comemorando o retorno à Copa após 28 anos. Eles lotaram o Fenway Park e coroaram estátuas da cidade com cones de trânsito laranja, criando o “cone de Boston”, que foi recebido pela prefeita Michelle Wu.

Cristiano Ronaldo encerrou seu jejum de gols em jogos eliminatórios contra a Croácia, mas viu Portugal ser eliminado pela Espanha na fase seguinte. Com apenas 19 toques na bola, o craque se despediu do Mundial. “Eu dei tudo, dei o meu melhor”, afirmou.

A nova regra de erro de identidade na arbitragem causou confusão no jogo entre Argentina e Suíça. O árbitro João Pinheiro deu amarelo para Leandro Paredes, mas após revisão no VAR, a punição foi para o suíço Breel Embolo, que foi expulso por simulação. O técnico suíço, Murat Yakin, reclamou: “Essa regra destruiu o jogo”.

O Irã enfrentou dificuldades fora de campo, com a troca de base de treinos e restrições para entrar nos Estados Unidos. Ainda assim, a equipe quase avançou, sendo eliminada no saldo de gols. “O que esses jogadores fizeram deveria ficar na história, porque o país-sede nos tratou de forma injusta”, desabafou o técnico Amir Ghalenoei.

A Turquia, apontada como zebra, foi a segunda seleção eliminada do torneio, após derrotas para Austrália e Paraguai. O jovem Arda Guler resumiu a frustração: “Todos estão tristes, todos estão chorando”. O Egito também saiu revoltado após a eliminação para a Argentina, com o técnico Hossam Hassan questionando a arbitragem.

Fora dos gramados, o destaque foi a música “Wonderwall”, do Oasis, que se tornou o hino da torcida inglesa. Harry Kane definiu o momento pós-jogo como um dos seus favoritos com a camisa da Inglaterra. O irmão de três anos de Lamine Yamal, Keyne, virou celebridade com suas reações alegres. E o pato Merlin, mascote não oficial do México, foi recebido pela presidente Claudia Sheinbaum. Por fim, Mikel Merino se tornou o herói da Espanha, marcando gols decisivos contra Portugal e Bélgica.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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