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Falta de mão de obra trava expansão de R$ 73 mi do IFMS

Falta de mão de obra trava expansão de R$ 73 mi do IFMS

O plano de expansão do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), orçado em R$ 73 milhões com recursos do Novo PAC, avança em ritmo lento devido à falta de mão de obra qualificada na construção civil. A informação foi divulgada pelo Campo Grande News.

As obras de duas unidades anunciadas em 2024, uma em Amambai e outra em Paranaíba, ainda não começaram. A unidade de Amambai, voltada aos povos originários, tem investimento previsto de R$ 28 milhões. A de Paranaíba conta com R$ 15 milhões. Os recursos estão garantidos no Orçamento da União.

Uma terceira unidade foi anunciada pelo Ministério da Educação (MEC) para o bairro Anhanduizinho, em Campo Grande. Será a segunda unidade do IFMS na Capital, com previsão de investimento entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões. Com essas obras, a rede do IFMS passará de 10 para 13 unidades próprias no Estado.

O secretário especial do PAC, Roberto Garibe, afirmou que o andamento dos projetos no Estado está mantido, apesar das restrições orçamentárias federais. No eixo Educação, o Novo PAC contempla 202 iniciativas no Estado, incluindo os novos campi do IFMS e obras na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

A reitora do IFMS, Elaine Cassiano, explicou que a escassez de mão de obra qualificada, agravada pela concorrência com grandes projetos industriais, como os da região produtora de celulose, exige cautela. Ela disse que o objetivo é evitar problemas futuros nas contratações e garantir a participação de empresas idôneas.

Paranaíba

O processo de licitação do campus de Paranaíba já foi iniciado. A unidade terá capacidade para atender até 1.400 estudantes. A reitora afirmou que espera assinar a ordem de serviço para o início da construção nas próximas duas semanas. O campus será erguido a cerca de 1 km do local onde funciona provisoriamente, no centro do município. O prazo de entrega das novas unidades é de até 36 meses após o início das obras.

Amambai

A unidade de Amambai, voltada aos povos originários, não oferecerá cursos exclusivos para indígenas. A reitora afirmou que a ideia é evitar segregação. A unidade terá capacidade para cerca de 900 estudantes. O edital de licitação deve ser publicado em julho. Os cursos previstos são nas áreas de recursos naturais, gestão e negócios e informática. Até a conclusão do novo campus, o IFMS funcionará em espaço cedido pela UEMS e, a partir de 2027, em uma escola municipal.

Campo Grande

A unidade do Anhanduizinho será construída em um terreno de 35.831,73 m², na Avenida Gury Marques. O imóvel foi cedido pelo município à União. A capacidade estimada é de 1.400 matrículas em cursos técnicos integrados ao ensino médio, Formação Inicial e Continuada (FIC) e graduações tecnológicas. O IFMS espera lançar o edital de licitação até o fim do ano. Um Centro de Referência já atende cerca de 212 alunos na região.

Outras áreas

No balanço do Novo PAC em Mato Grosso do Sul, desde 2023, foram entregues 28.698 unidades habitacionais pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Outras 4,8 mil moradias estão em construção. Até o momento, foram aplicados R$ 10,3 bilhões no Estado, cerca de 60% dos R$ 17,2 bilhões previstos.

Na área da saúde, o programa contempla 297 iniciativas, incluindo a renovação de 23 ambulâncias do Samu, a entrega de seis unidades odontológicas móveis e obras em 47 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Também estão em andamento a construção de duas maternidades, cinco Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e duas policlínicas.

Na área energética, cinco empreendimentos foram concluídos em parcerias com empresas privadas. Entre eles, a usina termelétrica Suzano RRP1, em Ribas do Rio Pardo, e a UTE Inpasa, em Sidrolândia. O balanço inclui ainda a entrega de sistemas de esgotamento sanitário em 20 municípios.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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