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Operação Hércules mira facção por execução em rodoviária

Operação Hércules mira facção por execução em rodoviária

A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira (22) a Operação Hércules em Ribas do Rio Pardo. A ação investiga os ataques contra Paulo César Pereira Neres, de 20 anos. O jovem sofreu uma tentativa de homicídio no município e, quatro dias depois, foi morto a tiros no Terminal Rodoviário de Três Lagoas, a 327 quilômetros de Campo Grande.

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e dois de prisão, expedidos pelo Poder Judiciário. O objetivo é identificar integrantes de uma organização criminosa e esclarecer a participação dos investigados nos crimes.

Durante as diligências, a polícia apreendeu R$ 1.800 em espécie, aparelhos celulares e outros materiais que serão analisados. Uma motocicleta com registro de furto também foi recuperada. Um adolescente foi apreendido por envolvimento com tráfico de drogas e receptação.

Paulo César foi morto na noite de domingo (5), enquanto estava sentado em um banco no terminal rodoviário. Segundo testemunhas, um homem desceu de um veículo estacionado na Rua Elmano Soares. Ele se aproximou do jovem e perguntou se ele integrava o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Em seguida, o atirador efetuou três disparos e fugiu no mesmo carro, onde um possível comparsa o aguardava. A vítima foi atingida na cabeça, no tórax e no abdômen. Ela morreu antes da chegada do socorro. Testemunhas relataram que o veículo usado pelos criminosos passou pelo terminal ao menos duas vezes antes do ataque. Isso indica que Paulo César pode ter sido monitorado.

A investigação trabalha com a hipótese de que os crimes tenham ligação com disputas entre facções criminosas. Paulo César tinha passagens policiais por tráfico de drogas, ameaça e furto. A operação contou com apoio de um helicóptero da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), que sobrevoou diferentes regiões de Ribas do Rio Pardo durante a manhã.

Também participaram equipes do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), Decco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado), Decor (Delegacia Especializada de Combate à Corrupção), GOI (Grupo de Operações e Investigações) e DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa). As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e esclarecer a atuação do grupo criminoso.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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