O pai do homem preso por se passar por médico em São Paulo também exerceu a profissão ilegalmente, segundo a polícia. As investigações apontam que ele atuava sem registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e aplicava procedimentos em pacientes.
A informação foi divulgada pelas autoridades nesta terça-feira (26). O caso ganhou repercussão após a prisão do filho, que fingia ser médico em um hospital particular na região do Jardim Helena, na zona leste da capital paulista.
De acordo com a polícia, o pai do suspeito já havia sido alvo de denúncias anteriores por exercício ilegal da medicina. Ele não possuía formação superior na área e mesmo assim realizava consultas e prescrevia medicamentos.
Os dois foram detidos em uma operação conjunta da Polícia Civil e do Conselho Regional de Medicina. As investigações continuam para identificar outras pessoas que possam ter sido atendidas pelos falsos médicos.
O hospital particular onde o filho atuava informou que está colaborando com as investigações e que tomou as medidas cabíveis após descobrir a fraude. A unidade de saúde disse que verificará todos os prontuários dos pacientes atendidos pelo suspeito.
A polícia orienta que pessoas que foram atendidas por esses falsos médicos procurem a delegacia para registrar ocorrência. O caso serve de alerta para a importância de verificar o registro profissional dos médicos no CRM antes de qualquer consulta ou procedimento.
Em outro desdobramento, um vídeo que circula nas redes sociais mostra o falso médico aplicando uma injeção em uma mulher na rua, em Mogi das Cruzes, interior de São Paulo. As imagens foram gravadas por câmeras de segurança e mostram o momento em que o suspeito aborda a vítima.
A polícia investiga se há outras vítimas dos dois homens. Até o momento, pelo menos cinco pessoas já procuraram as autoridades para relatar terem sido atendidas pelos falsos médicos. Os suspeitos permanecem presos e aguardam a conclusão do inquérito.
