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Riedel reforça defesa de PPP na Saúde após veto em Campo Grande

O governador Eduardo Riedel (PP) afirmou que o secretário municipal de Saúde de Campo Grande, Marcelo Vilela, não deve desistir da ideia de terceirizar a gestão de unidades de saúde da Capital. A declaração ocorreu durante o evento de assinatura da Parceria Público-Privada (PPP) do Hospital Regional. Riedel lamentou que a Câmara Municipal tenha barrado a proposta que permitia a participação da iniciativa privada na área.

Riedel elogiou a presença de deputados e do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, desembargador Dorival Pavan, no evento. Ele afirmou que no estado há interação entre os poderes, com convívio, harmonia e convergência de propósitos. O governador fez um paralelo com a situação em Brasília, onde Executivo, Congresso Nacional e STF vivem em conflito.

O Hospital Regional passará por reforma completa, ganhará um novo bloco e ficará sob gestão de uma empresa por 30 anos. A unidade é a segunda maior em dimensão e a maior da rede pública estadual, com previsão de quase dobrar o número de leitos. O secretário de Saúde do Estado, Maurício Simões, disse que, pela relevância, mudaria o nome para Hospital Geral, mas esse já é o nome da unidade do Exército na Capital.

O deputado federal Geraldo Resende (União Brasil) usou a expressão “coice de porco” durante a solenidade para explicar que faria um discurso curto, pois já era meio-dia.

Preso em operação da Polícia Civil de São Paulo e suspeito de movimentar milhões do PCC, Adair Antônio de Freitas Meira é um dos fundadores da Renapsi, que atua em Mato Grosso do Sul. A filial em Campo Grande segue ativa, enquanto a unidade de Dourados foi fechada em setembro do ano passado. Diferente do governo de Minas Gerais, que mantinha contrato de R$ 237,6 milhões com a entidade, a reportagem não localizou repasse de dinheiro público em Mato Grosso do Sul.

Em Dourados, o encerramento ocorreu após análise de viabilidade operacional. Em março, a Renapsi foi tema de reunião do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente da cidade. Uma conselheira relatou ter recebido e-mail da Renapsi solicitando documentos para renovação do registro, mas foi identificado que a entidade não tinha credenciamento ativo e o endereço informado pertencia ao Lar Ebenézer, que não autorizou o uso do local.

Cinco anos após a lei federal que determinou a ampliação do teste do pezinho no SUS, Mato Grosso do Sul segue entre os únicos três locais do país que incluem a AME (atrofia muscular espinhal) na triagem neonatal ampliada. Além de MS, apenas o Distrito Federal e Minas Gerais adotaram a medida prevista na Lei Federal de 2021.

O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul arquivou denúncia de uma empresa contra a Prefeitura de Bandeirantes sobre possível rescisão de contrato para locação de caminhonete. A empresa alegava que o município teria iniciado encerramento unilateral do acordo, mesmo com renovações até maio de 2026. A decisão considerou que a prefeitura apenas manifestou intenção de discutir uma rescisão amigável, sem efetivamente encerrar o contrato.

O Senado vai analisar novamente o projeto de lei que prevê isenção das taxas para emissão de passaporte a estudantes de baixa renda que precisem viajar ao exterior para estudar. O texto aprovado pela Câmara restringiu o benefício a quem estiver inscrito no CadÚnico e tiver renda familiar de até três salários mínimos. A proposta original, do senador Veneziano Vital do Rêgo, previa gratuidade sem recorte de renda. O impacto estimado da medida é de R$ 1,63 milhão por ano.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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