O zumbido no ouvido pode ser um sinal de que o corpo está sobrecarregado. Segundo a fisioterapeuta Dra. Thais Cristina Leite, o chiado ou apito constante não é uma doença, mas um sintoma. Ele pode refletir tensões emocionais, neurológicas ou musculares.
O problema está ligado à conexão somatossensorial, que relaciona o que sentimos e pensamos com a fisiologia. A tensão muscular na região do pescoço e nos músculos do trapézio pode causar o zumbido. A disfunção da articulação da mandíbula (ATM) também gera reflexos sonoros. O estresse e a ansiedade, ao manter o corpo em estado de alerta, aumentam a percepção do som, mesmo no silêncio. Vícios posturais que tencionam estruturas próximas ao sistema auditivo também contribuem.
Para tratar o zumbido, é preciso olhar para o corpo todo. Silenciar o barulho sem entender a origem da tensão não resolve o problema. A fisioterapia atua na regulação dessas estruturas, reduzindo a pressão e restabelecendo o equilíbrio muscular e articular. A terapia manual e os exercícios de correção postural ajudam a aliviar o que o corpo comunica por meio do sintoma.
A Dra. Thais recomenda algumas medidas. Identificar se o zumbido aumenta em momentos de estresse ou após longos períodos em má postura. Relaxar a mandíbula, percebendo se os dentes estão apertados durante o dia ou à noite. Buscar avaliação individualizada para entender se o caso é auditivo, muscular ou emocional. Trabalhar a autopercepção para notar sinais de rigidez no pescoço e ombros antes que eles se tornem um sintoma persistente.
Segundo a especialista, em muitos casos o zumbido tem cura ou pode ser aliviado quando o corpo é tratado como um todo. Entender o que o corpo quer dizer é o primeiro passo para o silêncio e o bem-estar.
