A 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande condenou Gabriela Tejas da Silva, de 21 anos, pelo assassinato de Pedro Henrique de Souza Raimundo, seu cunhado. O crime ocorreu em maio de 2024, no Bairro Taquaral Bosque. A sentença fixou a pena em 4 anos de reclusão em regime aberto.
De acordo com a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o crime aconteceu na madrugada de 26 de maio de 2024, na Rua Getulina. Pedro Henrique mantinha um relacionamento conturbado com a irmã da acusada. Na data dos fatos, após uma discussão entre o casal em uma reunião familiar, Gabriela teria pegado uma faca e ido atrás da vítima. Ao encontrar Pedro, houve nova discussão. A acusada então desferiu um golpe de faca no abdômen do rapaz. O socorro médico foi acionado, mas a vítima morreu no local.
Inicialmente, o Ministério Público denunciou Gabriela por homicídio qualificado por motivo torpe, alegando que ela agiu por “ódio vingativo”. Durante o processo, porém, o caso foi reclassificado para lesão corporal seguida de morte. A defesa da jovem pediu a absolvição com a tese de legítima defesa própria e de terceiro. O argumento foi rejeitado pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, que destacou que a ré chegou ao local armada e já havia manifestado a intenção de ferir a vítima, o que invalida o requisito de “agressão atual ou iminente” necessário para a legítima defesa.
Gabriela foi sentenciada a 4 anos de reclusão em regime aberto e deverá indenizar os herdeiros da vítima em R$ 7 mil. A decisão foi publicada no Diário da Justiça nesta quinta-feira (7).
Em notícias relacionadas, a jovem teve o irmão morto em confronto durante tentativa de assalto. A casa de uma mulher foi incendiada após o crime. A Polícia também pediu a prisão preventiva da acusada, que já havia sido presa anteriormente como suspeita de matar o cunhado a facada no Taquaral Bosque.
