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Oficial agredido durante apreensão receberá R$ 10 mil de indenização

Oficial agredido durante apreensão receberá R$ 10 mil de indenização

Um oficial de Justiça de Campo Grande vai receber R$ 10 mil de indenização por danos morais. O valor foi definido pela Justiça depois que ele foi agredido enquanto cumpria uma ordem judicial. Além da agressão, o servidor também foi alvo de uma reclamação administrativa que acabou arquivada.

O caso começou quando o oficial foi até uma empresa para cumprir um mandado de busca e apreensão de uma caminhonete. De acordo com o processo, os responsáveis pelo local resistiram à retirada do veículo e houve confronto físico. O oficial afirmou que foi impedido de cumprir a ordem e acabou agredido.

Depois do episódio, um dos envolvidos apresentou uma reclamação à direção do fórum. Ele acusava o servidor de ter cometido irregularidades durante a abordagem. A denúncia levou à abertura de uma sindicância, procedimento usado para apurar a conduta de servidores. Ao final da investigação, nenhuma falta funcional foi encontrada e o caso foi arquivado.

Segundo a decisão judicial, a apuração administrativa apontou que a agressão partiu do homem que apresentou a reclamação, dos filhos dele e de um funcionário da empresa. O grupo teria tentado impedir o cumprimento da ordem de apreensão. Uma testemunha que acompanhava o oficial confirmou que houve resistência física e relatou que o servidor chegou a cair no chão durante a confusão.

A condição física do oficial também foi levada em consideração. Um laudo mostrou que ele já tinha limitações na perna e na bacia por causa de um acidente de trânsito anterior. Para o juiz, isso enfraqueceu a versão dos réus de que o próprio servidor teria iniciado a briga.

Na avaliação da Justiça, as provas indicam que o oficial estava cumprindo regularmente uma decisão judicial quando foi impedido e agredido. O juiz também entendeu que a reclamação feita contra o servidor foi além de uma simples contestação. Isso porque atribuía a ele uma conduta grave que, depois de investigada, não foi confirmada.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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