A Vigilância Sanitária Estadual informou que esteve na manhã desta quinta-feira na clínica DaVita, localizada na Rua Treze de Maio, no bairro São Francisco, em Campo Grande. O local é alvo de denúncias de pacientes de hemodiálise, que relatam más condições de atendimento e casos de mal-estar após o serviço.
De acordo com a SES (Secretaria de Estado de Saúde), a vigilância está apurando os fatos relacionados ao caso. A secretaria também disse, em nota, que acompanha a situação e está “adotando as medidas cabíveis, conforme os protocolos sanitários vigentes”. Uma das ações previstas é a análise da água usada nas máquinas, procedimento que é feito mensalmente.
Em reportagem publicada hoje pelo Campo Grande News, pacientes da clínica relataram problemas estruturais e diferenças no atendimento entre usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) e particulares. A reportagem também mencionou casos recentes de pacientes que passaram mal durante as sessões de hemodiálise na unidade, além da morte de um paciente.
A equipe de reportagem esteve no local e conversou com uma aposentada de 50 anos que faz hemodiálise há quase quatro anos. Ela disse que nunca passou mal durante o procedimento, mas afirmou estar insatisfeita com a estrutura oferecida aos pacientes do SUS. Ela também afirmou que outros pacientes precisaram ser hospitalizados recentemente.
Investigação sobre a qualidade da água
A Vigilância Sanitária informou que a análise da água utilizada nas máquinas de hemodiálise é uma das medidas adotadas para verificar a segurança do tratamento. A coleta de amostras é realizada mensalmente, como parte dos protocolos sanitários. A secretaria não detalhou quando os resultados das análises mais recentes serão divulgados.
A clínica DaVita atende pacientes do SUS e particulares. As denúncias de diferenças no atendimento entre os dois grupos foram um dos pontos levantados pelos pacientes durante a reportagem. A Vigilância Sanitária não informou se a clínica já foi notificada ou se há previsão de multas ou interdição.
