O desligamento de um instrutor de bodypump levou alunos da unidade da Bluefit na Avenida Mato Grosso, no bairro Vivendas do Bosque, em Campo Grande, a organizar um protesto para a noite desta quarta-feira (22). Os alunos afirmam que o professor foi dispensado minutos antes de uma aula coletiva e que a decisão serviu como estopim para expor outras reclamações sobre a academia.
“Fomos surpreendidos com a notícia na recepção. Colocaram uma professora substituta, como se o nosso tutor estivesse doente. Quando saímos da aula, perguntamos o que tinha acontecido e disseram apenas que ele tinha sido desligado”, afirmou a administradora Simone Sadock, de 56 anos, uma das organizadoras do protesto.
Simone disse ao Campo Grande News que pediu o cancelamento do plano dela e do marido. Segundo ela, a saída do instrutor acelerou uma insatisfação que já existia. “Só faço aula coletiva, estou matriculada aqui há mais de três anos. E com uma mudança sem explicações, passei a me sentir enganada.” Ela também reclamou da qualidade do material. “As anilhas estão se desfazendo, as barras estão tortas e os colchonetes furados. Tiraram o bebedouro do andar das aulas, já faltou luz várias vezes e até papel para secar as mãos no banheiro ficou em falta.”
A servidora pública Carolina Iung, de 47 anos, outra organizadora, afirma que o grupo reúne cerca de 70 alunos que frequentavam as aulas do instrutor em três horários. Ela conta que o profissional havia confirmado a aula normalmente e comunicou o desligamento minutos antes. “Sete minutos antes da aula ele foi desligado. Às 18h53 ele avisou no grupo e imediatamente começou a reação dos alunos.”
Carolina diz que a saída do professor uniu alunos que já tinham reclamações. “Houve dias sem luz, sem ar-condicionado e temos fotos do sucateamento dos itens que usamos nas aulas.” O grupo criou as hashtags #VoltaDenis e #BluefitExplica e passou a incentivar reclamações na ouvidoria da rede.
O instrutor Denis Eduardo confirmou que foi informado do desligamento ao chegar para trabalhar, sem explicação da empresa, e que os alunos ficaram esperando. Ele negou ter participado da organização do protesto. “Eles tomaram essa iniciativa sozinhos. Eu nem sabia que estavam organizando isso.”
A reportagem procurou a administração regional e nacional da Bluefit para comentar o desligamento, as reclamações sobre manutenção e o protesto, mas não houve resposta no prazo estipulado de uma hora. A empresa também foi questionada sobre relatos de exclusão de comentários nas redes sociais e sobre uma suposta interdição temporária da unidade. O espaço permanece aberto para manifestação futura.
