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Dólar sobe com petróleo e tensões no Oriente Médio

O dólar comercial abriu em alta e, perto das 10h, passou a cair 0,14%, cotado a R$ 5,1448 nesta quarta-feira (8). O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava praticamente estável no mesmo horário, aos 172.016 pontos.

As tensões no Oriente Médio estão no centro das atenções dos investidores. Na segunda-feira (6), dois navios comerciais e um petroleiro foram atingidos por mísseis no Estreito de Ormuz, segundo a agência marítima britânica UKMTO. De acordo com o site americano Axios, o bombardeio foi feito pelo Irã. Em resposta, os Estados Unidos atacaram mais de 80 alvos militares no país.

Os ataques levantam dúvidas sobre a efetividade do cessar-fogo entre Washington e Teerã. Também aumentam as preocupações com uma nova interrupção no tráfego pelo Estreito de Ormuz, o que pode afetar os preços do petróleo.

Na agenda econômica, o destaque é a ata da última reunião de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O documento, que deve ser divulgado durante a tarde, pode trazer sinais sobre a política de juros do novo presidente da instituição, Kevin Warsh.

O dólar acumula queda de 0,31% na semana, recuo de 0,21% no mês e perda de 6,13% no ano. O Ibovespa acumula queda de 1,18% na semana, estável no mês e alta de 6,76% no ano.

Tensões no Oriente Médio e petróleo

O cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã voltou a ser questionado após os ataques no Estreito de Ormuz. “Um petroleiro informou ter sido atingido por um projétil desconhecido no lado de bombordo, o que provocou um incêndio, enquanto navegava em direção ao sul”, informou a UKMTO.

Após os ataques, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o acordo de paz com o Irã “acabou”. A declaração foi feita a jornalistas em Ancara, na Turquia, antes da cúpula da Otan. “Para mim, acho que [o acordo de paz] acabou. Eu não quero mais lidar com eles [Irã]. Eles são a escória, são liderados por pessoas doentes e são um povo maldoso e violento”, disse Trump.

Na terça-feira (7), o ministro das relações exteriores do Irã, Abbas Araqchi, criticou Trump e afirmou que não haverá mais negociações de paz a menos que o líder americano pare com as ameaças de reiniciar a guerra. Segundo Araqchi, as declarações violam o memorando de entendimento para suspender a guerra.

Com a escalada das tensões, os preços do petróleo subiram. Perto das 9h10, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 5,10%, cotado a US$ 77,94. O West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 4,94%, a US$ 73,92 o barril.

Nos Estados Unidos, os principais índices futuros de Wall Street operavam em queda. Perto das 9h, os futuros do Dow Jones caíam 1,34%, os do S&P 500 recuavam 1,06% e os do Nasdaq Composite tinham perdas de 1,55%.

Na Europa, os mercados também fecharam em queda. O DAX, da Alemanha, perdeu 1,80%, o CAC-40, da França, caiu 1,75% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 1,17%.

Na Ásia, as bolsas fecharam mistas. O CSI 300, que reúne as maiores empresas de Xangai e Shenzen, caiu 0,77%. O índice de Xangai, o SSEC, perdeu 0,49%. No Japão, o Nikkei recuou 2,11%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve desvalorização de 5,35%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 2,99%.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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