A Apple liberou o iOS 26.6, uma atualização para o iPhone que traz uma extensa lista com quase 90 correções de segurança. O pacote é uma das últimas atualizações antes do lançamento do iOS 27 e, apesar de trazer poucas novidades, é pesado em correções de bugs e prepara o terreno para alguns recursos da Siri que devem chegar com a próxima versão do sistema.
A empresa não detalha as falhas de segurança corrigidas para dar aos usuários tempo de atualizar antes que criminosos virtuais explorem as informações. Especialistas apontam que as correções no WebKit, motor que roda o navegador Safari, podem ter o maior impacto. Daniel Card, consultor de cibersegurança da Xservus Limited, destaca que os problemas baseados em navegador têm maior chance de serem explorados por invasores. O iOS 26.6 resolve uma vulnerabilidade que poderia permitir que um invasor falsificasse a interface do usuário ao visitar um site com conteúdo malicioso.
A atualização também corrige problemas no Kernel, o núcleo do sistema operacional. Uma das falhas mais preocupantes poderia permitir que um invasor remoto burlasse filtros de rede, enquanto outra poderia dar acesso a dados confidenciais do usuário. Das correções, 19 estão no kernel, mas a maioria exige que o invasor já tenha um código rodando no dispositivo, segundo Adam Boynton, gerente sênior da empresa de cibersegurança Jamf. “A Apple observa que um usuário remoto pode ser capaz de corromper a memória do kernel, e o fato de ser remoto muda consideravelmente a relação de custo-benefício de uma cadeia de ataque”, explica.
Além do phishing, as correções do WebKit podem proteger contra ataques sofisticados de spyware, afirma Boynton. “A matéria-prima para spywares direcionados é a corrupção de memória do motor do navegador, e essas cadeias de ataque são caras o suficiente para serem direcionadas a pessoas específicas, como altos executivos, jornalistas.” Outro problema grave corrigido é uma vulnerabilidade de estouro de inteiro no ImageIO, onde o processamento de uma imagem maliciosa pode levar à execução de código arbitrário. Jake Moore, consultor global de cibersegurança da ESET, alerta que fotos podem não ser inofensivas, pois o celular processa cada imagem recebida, e uma falha nesse processo pode se tornar um vetor de ataque.
Outras correções fecharam o cerco contra aplicativos que acessavam dados que não deveriam. A inteligência artificial Claude, da Anthropic, foi creditada por encontrar uma das falhas, a CVE-2026-64757. O iOS 26.6 chega quase um mês após o iOS 26.5.2, um update focado em segurança, e está disponível para iPhone 11 e modelos posteriores, além de iPads compatíveis.
Relatos de melhora na bateria
Usuários no Reddit afirmam que o iOS 26.6 resolveu problemas de consumo excessivo de bateria vistos no iOS 26.5.2. Um usuário relatou que a atualização corrigiu todos os problemas de bateria e aquecimento. Outro comentarista disse que a diferença é gritante, com o aparelho deixando de esquentar. A melhoria também foi notada em iPads, com relatos de sistema mais fluido e melhor duração de bateria. No entanto, nem todos tiveram a mesma experiência, com alguns usuários afirmando que os problemas persistem.
Em termos de novos recursos, o iOS 26.6 é enxuto, trazendo apenas um ajuste nos Contatos Bloqueados com um alerta para quando o usuário bloqueia contatos demais. Um recurso antifurto esperado para esta versão não foi incluído e deve chegar em uma atualização futura. A Apple afirma que o sistema otimiza a indexação do Spotlight para preparar o terreno para o iOS 27, processo que vai rodar em segundo plano para garantir fluidez na migração.
Junto com o iOS 26.6, a Apple lançou atualizações para outros sistemas, incluindo macOS Tahoe 26.6, macOS Sequoia 15.7.8, macOS Sonoma 14.8.8, tvOS 26.6, watchOS 26.6, visionOS 26.6 e Safari 26.6. A lista de patches para Mac é extensa, com cerca de 100 códigos CVE catalogados. Não houve atualização de segurança do iOS 18 para dispositivos mais antigos, o que pode indicar que a Apple está focando no sistema mais recente antes do lançamento do iOS 27.
