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MS: fazendas pagarão R$ 1,7 milhão por trabalho escravo

MS: fazendas pagarão R$ 1,7 milhão por trabalho escravo

Fazendas de Mato Grosso do Sul vão pagar R$ 1,7 milhão em indenizações por danos morais após o resgate de 36 trabalhadores em condições análogas à escravidão. As fiscalizações foram feitas pela Superintendência Regional do Trabalho em propriedades rurais do estado neste ano.

Além das indenizações, foram identificados R$ 454.107,06 em verbas rescisórias que deverão ser pagas aos trabalhadores. Os casos ocorreram em diferentes municípios e envolviam atividades como pecuária, corte de madeira, limpeza de pastagens, construção de cercas e silvicultura.

Entre os resgatados estão brasileiros, paraguaios e indígenas. Também foram encontrados menores de idade nas ocorrências. O superintendente regional do Trabalho, Alexandre Cantero, afirmou que essas situações ainda atingem a população mais vulnerável.

“É mais no meio rural, é estrangeiro, é indígena, é uma população em situação de vulnerabilidade. Infelizmente, ainda é uma realidade, mas Mato Grosso do Sul é protagonista no combate a esse tipo de chaga social”, disse. Ele completou que a pujança do agro e a tecnologia no campo não combinam com o trabalho escravo.

Resgates por município

Em Aquidauana, três brasileiros foram resgatados em março de uma fazenda onde trabalhavam em pecuária, corte de lenha e construção de cercas. No mesmo mês, uma operação em Corumbá resultou no resgate de seis trabalhadores, sendo cinco indígenas e um boliviano, que atuavam na pecuária e limpeza de pastagens.

Ainda em março, em Bela Vista, três trabalhadores foram resgatados durante atividades de pecuária e construção de cercas. O grupo tinha um brasileiro e dois paraguaios, sendo um deles menor de idade. Em Figueirão, a fiscalização de abril encontrou 16 trabalhadores na silvicultura e corte de eucalipto, sendo dois brasileiros e 14 paraguaios.

Em Jardim, três trabalhadores foram resgatados em julho em uma propriedade onde faziam corte de madeira e construção de cercas. O grupo era formado por um brasileiro e dois paraguaios. Neste mês de agosto, dois brasileiros foram resgatados em Corumbá, onde trabalhavam na construção de cercas.

Ao longo de 2025, foram resgatados 104 trabalhadores em operações em Porto Murtinho, Corumbá, Paraíso das Águas, Maracaju, Coxim, Caarapó, Deodápolis, Nova Andradina, Anastácio, Itaquiraí, Bonito e Caracol. Essas operações levantaram aproximadamente R$ 860 mil em verbas rescisórias.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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