A UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) realizou, na manhã desta sexta-feira (26), uma cerimônia simbólica de transmissão de cargo para a nova Reitoria. O ato ocorreu num auditório da Unidade 2 e marcou o início da gestão do reitor Etienne Biasotto e da vice-reitora Danielle Marques Vilela.
Eles foram eleitos para o quadriênio 2026-2030 e vão ocupar os lugares do ex-reitor Jones Dari Goettert e da vice-reitora Cláudia Gonçalves de Lima, que comandaram a universidade entre 2022 e 2026.
A nova vice-reitora afirmou que a UFGD é uma universidade jovem, que completará 21 anos em 2026, e apresentou quatro pilares para a nova gestão: inclusão, inovação, sustentabilidade e internacionalização.
O evento reuniu estudantes, servidores e representantes de instituições públicas, movimentos sociais, entidades da sociedade civil e instituições de ensino parceiras. A programação também teve homenagens ao reitor.
Ao se despedir da Reitoria, Jones destacou as parcerias e o trabalho coletivo durante a gestão. Ele declarou apoio aos novos dirigentes. “Agora, Etienne, Danielle e toda a equipe que vocês construíram, vocês têm o nosso total apoio, franco e sincero”, afirmou.
Cláudia Gonçalves de Lima fez um balanço dos últimos quatro anos e citou avanços como o fortalecimento da assistência estudantil, a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas, a ampliação da pós-graduação e da pesquisa, a conclusão do prédio da Reitoria, a aproximação com povos indígenas, movimentos sociais e comunidade externa, além das ações de internacionalização.
Segundo ela, a gestão assumiu a universidade em um momento delicado, após o período de gestões interinas. “Quando assumimos a Reitoria, em junho de 2022, a UFGD vinha de um período difícil de sua história, marcado por gestões pro tempore e pela interrupção do seu pleno exercício democrático”, disse.
No primeiro discurso como reitor, Etienne Biasotto agradeceu à família e homenageou o pai, Wilson Biasotto, que participou da organização do curso de História no início da década de 1970 e foi diretor do então campus de Dourados da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) no fim dos anos 1990.
Etienne também relembrou sua trajetória de 14 anos na UFGD e defendeu que a instituição tem papel estratégico no desenvolvimento do centro-sul de Mato Grosso do Sul. “A UFGD tem propósito. Ela não foi criada apenas para ser mais uma universidade federal. Nossa missão é contribuir para o desenvolvimento social, técnico e econômico do centro-sul do Mato Grosso do Sul”, afirmou. O novo reitor disse ainda que pretende manter diálogo com políticos para ampliar recursos e garantir a expansão das atividades da universidade.
Danielle Marques Vilela destacou que pretende atuar com atenção especial à área ambiental. “Dourados e o nosso estado possuem uma vocação produtiva gigante. Cabe à UFGD liderar o debate e as soluções para que o desenvolvimento econômico respeite o meio ambiente e garanta a preservação dos nossos recursos para as próximas gerações”, afirmou.
Em 2019, Etienne Biasotto e Cláudia Gonçalves de Lima integraram a Chapa 1, Unidade UFGD, a mais votada em consulta prévia feita com a comunidade universitária. Apesar do resultado, o então presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) e o então ministro da Educação Abraham Weintraub não os nomearam.
A situação só foi encerrada em 23 de junho de 2022, com a nomeação de Jones Dari Goettert, integrante da lista tríplice elaborada pelo Colégio Eleitoral em 2019, e de Cláudia Gonçalves de Lima como vice-reitora.
Neste ano, a comunidade universitária voltou às urnas. Na consulta prévia realizada em 26 de março, a Chapa 1, Avança UFGD, formada por Etienne Biasotto e Danielle Marques Vilela, venceu com 56,30% dos votos. Depois, os dois também foram escolhidos pelo Colégio Eleitoral, etapa que concluiu a formação da lista enviada ao MEC (Ministério da Educação).
